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Quando as plantas também podem curar

Wednesday, June 20th, 2007 | Author: Ervas Medicinais

Os benefícios das plantas medicinais (fitoterápicas) são muitos, comprovados pela sabedoria popular e pela ciência. Porém, como qualquer medicamento, é preciso critérios na hora do uso. Para a troca de experiências e informações, a Copérdia, a Epagri, a Pastoral da Saúde e a Prefeitura de Concórdia realizaram na quinta-feira, 14, o I Seminário do Alto Uruguai Catari-nense de Ervas Medicinais no Pavilhão Cinqüentenário.

Uma das palestrantes do encontro, a produtora e pesquisadora Cecília Cipriano Osada, alerta que as plantas, mesmo sendo medicamentos naturais, têm contra-indicações e efeitos colaterais. O ginkgo biloba, por exemplo, ativa a circulação sangüínea e não pode ser usado por quem acabou de fazer uma cirurgia. Já alguns tipos de chás, se tomados em excesso, podem causar sobrecarga nos rins ou efeito tóxico no organismo.

A forma de preparar as plantas fitoterápicas também é importante, pois pode anular o efeito das mesmas. A hortelã, se fervida, perde seus princípio ativo. Ao contrário, a canela só libera substâncias benéficas na fervura. A forma de colheita e armazenagem é importante. Nunca se deve utilizar plantas que crescem na beira das estradas, pois essas estão carregadas de metais pesados. O mesmo vale para áreas próximas a lavouras tratadas com agrotóxicos.

Há ainda muita confusão na classificação dessas plantas. A nomenclatura popular varia em cada região é há muitas variedades semelhantes, apesar de não serem indicadas para o mesmo fim. Um desses casos é o alecrim, que tem uma variedade altamente canforada, indicada apenas para uso externo. Confusão semelhante acontece com a erva cidreira, a espinheira santa ou o boldo.

Cecília afirma que o Brasil é o país com o maior potencial no mundo para desenvolvimento de remédios a partir de plantas bioativas. Porém, faltam políticas públicas de incentivo ao uso correto dessas plantas, bem como sua produção comercial e a preservação das matas, onde há muitas plantas úteis ainda a serem descobertas.

De acordo com o pesquisador da Epagri de Itajaí, Antônio Amaury Silva Júnior, a pesquisa científica sobre ervas medicinais é baseada no conhecimento popular. Em muitos casos, o cientista apenas confirma o que o povo já sabe. Em outros, corrige algum erro, seja na indicação ou na forma de uso. “Se a ciência tivesse que ir na mata e fazer a investigação de cada planta isoladamente, seria praticamente impossível, pelo tempo e pelo custo. Hoje a ciência vai buscar o conhecimento básico popular”, afirma, e completa: “na flora mundial, apenas 2% é conhecida de fato. Então, 98% tem que ser descoberta ainda, existem muitos segredos a serem desvendados”.

O Jornal

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Fitoterapia: o poder das plantas

Wednesday, June 13th, 2007 | Author: Ervas Medicinais

É difícil achar quem nunca tomou um chá, indicado por uma avó ou por alguma senhora do bairro, que prometesse acabar com as cólicas ou com a gripe forte. Há indícios do uso de conhecimentos em plantas medicinais na China em 3000 a.C., quando o imperador Cho-Chin-Kei registrou descobertas no uso do ginsen e da cânfora. As informações sobre as plantas eram passadas de geração a geração. Porém, hoje isso tem status de ciência e é aceito pela comunidade científica através da Fitoterapia, que estuda os princípios ativos das plantas com objetivos terapêuticos.
Para a farmacêutica Adriana de Almeida, de Curitiba, a procura por medicamentos fitoterápicos cresceu em 50 anos, tendo um aumento considerável de consumo nos últimos dez anos. “Muitas pessoas buscam hoje em dia um estilo de vida mais saudável e natural e também um tratamento mais alopático e suave. Através da informação, pessoas estão comprovando a eficácia dos produtos, que funcionam e não têm efeitos colaterais ou são mais leves que os medicamentos comuns”, explica.
Porém, em muitos lugares o uso indiscriminado de plantas e ervas ainda é comum. “Em vários casos, o procedimento usado é incorreto. Algumas plantas, como por exemplo a camomila, não podem ser fervidas, pois o princípio ativo dela se vai com a fervura”, alerta a farmacêutica. O correto, segundo ela, é fazer uma efusão, que consiste em colocar água fervente na camomila, tampar e tomar. Outro ponto que a farmacêutica ressalta é que muitas plantas precisam de cuidados para serem colhidas, e, dependendo da maneira como serão preparadas, podem-se secar ao sol ou receber umidade. “É fundamental muita higiene no preparo. E para saber se está fazendo a coisa certa a informação é imprescindível”, recomenda.
Hoje existem medicamentos fitoterápicos para quase todos os casos, como para dores de cabeça, prisão de ventre, dores musculares, enxaquecas, problemas circulatórios e até varizes. “A pesquisa e a informação fez cair muitos mitos sobre o uso de plantas medicinais para tratamentos diversos, o que faz com que muitos médicos conheçam a eficácia dos produtos fitoterápicos e recomendem aos seus pacientes”, conta Adriana.

Chás caseiros – O hábito de tomar chazinho quando se está doente ou no final da noite já faz parte da nossa cultura e os supermercados oferecem inúmeras opções. A farmacêutica Adriana de Almeida aprova o uso dos chamados “chás de saquinhos”, com uma ressalva: a empresa escolhida pelo consumidor deve ser confiável e com registro no Ministério da Saúde. “Hoje em dia existem muitas empresas de fundo de quintal. Então, devemos estar atentos se o produto consumido tem procedência, ou se chega em sua casa com a qualidade devida”. Ela também dá algumas dicas sobre plantas e algumas de suas funcionalidades:

Ervas consideradas calmantes: camomila, erva cidreira e plantas como valeriana e o maracujá.

Alecrim: tem poderes antiinflamatórios, além de ser uma ótima erva para tempero.

Aloe Vera: é a nossa conhecida “babosa”. Pode ser usada como antiinflamatório (uso tópico), assim como hidratante em caso de queimaduras. Como é um gel, ela alivia a área. Nos cabelos, tem um poder hidratante. A Aloe Vera não pode ser ingerida, pois se transforma num poderoso laxante.

Camomila: tem uma gama ampliada de tratamentos. Ela pode ser usada para clarear naturalmente os cabelos (desde que já sejam claros), acalma dores estomacais e indigestão, é também antiinflamatório e ótimo para feridas e assaduras.
Ginkgo Biloba: amplamente usado por orientais, ele tem inúmeras funções. Combate os radicais livres (responsáveis pelo envelhecimento precoce), auxilia na oxigenação cerebral (sendo assim, ótimo para a memória), é também bom para varizes e problemas circulatórios.

Chá verde: da mesma família do chá preto, ele é rico em cafeína e, por isso, acelera o metabolismo, auxiliando quem quer emagrecer. É um poderoso antioxidante, prevenindo também o envelhecimento precoce.

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Chá verde: amigo da boa forma e da saúde

Sunday, June 10th, 2007 | Author: Ervas Medicinais

Não passa um mês sem que surjam novas notícias sobre os benefícios do chá-verde para a saúde. O chá, natural da China, hoje está presente em toda América. A bebida tornou-se famosa depois que várias celebridades de norte a sul do continente passaram a se beneficiar das suas propriedades para emagrecer. Além disso foi atribuída ao chá a capacidade de prevenir alguns tipos de cânceres, como os de pele e de mama. O médico Gino Bruno Françozo, 48, confirmou esse e outros benefícios adquiridos pela simples hábito de beber uma xícara de chá-verde após as refeições.

- Qual a diferença do chá verde para os demais tipos de chá?
GINO FRANÇOZO: O chá-verde (Camellia sinensis) se diferencia dos outros por ter uma composição específica de catequinas, taninos e ácido glutâmico. É rico em aminoácidos, substâncias que atuam na composição das proteínas. Muitos minerais também são encontrados nesse chá, como cálcio, magnésio, zinco, selênio, sódio, fósforo, potássio, cromo, manganês e ferro. Além disso, ele tem vitaminas do complexo B, vitaminas C e E, cafeína e ácido fólico.

- Quais os benefícios que o chá verde traz a saúde?
GINO: Ele tem inúmeras aplicações na medicina moderna como no combate aos cânceres de mama, ovário, próstata, aparelho gastro-intestinal, pulmão, pâncreas, fígado… Ele protege a pele contra os raios ultravioleta, prevenindo os cânceres do tipo melanoma e não-melanoma. A bebida possui efeitos anti-bacteriano e anti-viral. Na saúde bucal, por exemplo, auxilia na prevenção de infecções e inflamações nos dentes (as cáries) e nas gengivas (periodontites e gengivites). O chá tem efeito anti-hipertensivo e protege o sistema cardiovascular formado por coração e artérias. Outro ponto positivo é que ele ajuda a diminuir os índices de colesterol total e as frações de colesterol ruim ao mesmo tempo em que aumenta o índice do colesterol bom. Ele tem um grande poder anti-oxidante no combate aos radicais livres.

- O preparo é o mesmo de um chá comum?
GINO: A preparação do chá-verde para se obter os efeitos acima relatados é de fácil manipulação. Basta 1/2 litro de água fervente sobre 1 colher (sobremesa) de chá-verde. Tampe por 10 a 15 minutos, coe e beba após às principais refeições.

- Quanto se deve consumir diariamente para notar seus efeitos positivos? A temperatura do chá pode influir nos resultados?
GINO: Deve-se consumir ao dia 2,5 gramas de chá-verde a granel. Pode ser frio, quente ou morno.

- Existe alguma contra-indicação para o consumo da bebida?
GINO: As precauções com o chá-verde na verdade são poucas: não o beba de estômago vazio, pode provocar enjôo e dores no estômago. A bebida contém cafeína podendo inibir o sono e causar agitação.

O liberal

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Banho de chá melhora estética

Sunday, June 10th, 2007 | Author: Ervas Medicinais

O milenar chá verde, conhecido pelas suas ricas substâncias, despertou um grande interesse na indústria da saúde e da beleza, por seus diversos benefícios, entre eles: combate ao câncer e ao envelhecimento, o auxílio no bom funcionamento do organismo e no emagrecimento, além de proteger a parede do intestino, abaixar o índice do colesterol, fortalecer o coração, ajudar em tratamentos de gripes e resfriados… enfim, uma lista de benefícios que não pára de crescer.

Quem percebeu, recentemente, os benefícios dessa “milagrosa” erva foi a estética. Utilizado em banhos de ofurô, o chá verde é considerado atualmente um aliado da saúde por ser rico em flavonóides – substâncias antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular precoce.

Os princípios curativos e regeneradores da Camellia sinensis enriquecem os cosméticos, que prometem recuperar o viço da pele e dos cabelos. Substâncias presentes na Camellia sinensis também dissolvem gorduras e são eficazes no tratamento de celulite e gordura localizada.

Segundo a dermatologista Solange Villagra, muitas mulheres já estão aderindo ao banho de chá verde. “São quarenta minutos de total dedicação à beleza, vinte minutos de ofurô e mais vinte minutos para uma ducha e um relaxamento”.

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Propriedades medicinais popularizam chá verde no Brasil

Friday, June 01st, 2007 | Author: Ervas Medicinais

Propriedades medicinais popularizam chá verde no Brasil Por Eduardo DIÓRIO São Paulo, 17 (AE) - No Japão e na China ele foi praticamente substituído pela água. Por aqui, ganha, cada vez mais, novos adeptos.
O chá verde - também conhecido com banchá -, de acordo com estudiosos, é capaz de controlar o colesterol alto e neutralizar os radicais livres encontrados no corpo humano. Além disso, é um poderoso antiinflamatório e antigripal. A causadora de tantos “milagres” é uma simples planta, batizada de camellia sinensis, originária da Índia e da China.

Reza a lenda que há quase 3 mil anos antes de Cristo, o imperador chinês Shen Nung relaxava debaixo de uma árvore e, de repente, algumas folhas caíram numa vasilha de água. Atraído pelo cheiro, resolveu ferver a planta e provar o líquido. A partir deste dia, nascia o chá. Verdadeira ou não, a história é considerada o ponto de partida para os estudos sobre a infusão das folhas. Hoje em dia, cerca de 3 mil produtos levam o nome de chá. Apontada como a bebida mais consumida no mundo, depois da água, 3 bilhões de quilos de chá são produzidos anualmente.

“O chá verde, por exemplo, pode ser misturado com outros sabores, como o capim cidreira, a hortelã e a camomila. A degustação fica mais prazerosa”, afirma Maria Laura Álvares Lobo, farmacêutica da Meissen, empresa que desenvolve produtos naturais. Segundo a especialista, há dois tipos de preparo para o chá: a infusão, em que primeiramente se ferve a água e somente depois acrescenta o sachê (com o fogo desligado) e a docção, onde ferve-se a água juntamente com a erva.

De acordo com Jocelem Mastrodi Salgado, professora titular de nutrição da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais, o chá verde é rico em polifenóis, substâncias com forte ação antioxidante. “Os estudos mostram que estas substâncias são capazes de reduzir o risco de doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer, como o de mama”, garante. Para ela, as pesquisas mostram que “o consumo regular do chá aumenta o gasto energético e a oxidação de gordura, ajudando no processo de emagrecimento”.

EFICÁCIA COMPROVADA - Publicado no “Journal of the American Medical Association”, nos Estados Unidos e divulgado pela agência de notícias BBC, um estudo realizado com mais de 40 mil japoneses revelou que, ao consumir o chá verde, o risco de doenças cardiovasculares fatais pode ser reduzido em mais de 25%. Porém, os especialistas britânicos afirmam que os benefícios podem estar ligados à dieta dos japoneses como um todo, que é mais saudável do que a adotada no resto do mundo.

No entanto, ao comparar as pessoas que bebiam menos de uma xícara de chá verde por dia com as que consumiram cinco ou mais xícaras diárias, os especialistas notaram que as que bebia um número maior apresentaram um risco menor em 16% de morrer de qualquer doença e 26% de falecer de doença cardiovascular. Para Shinchi Kuriyama, responsável pela pesquisa, a descoberta mais importante foi a de que o chá verde prolonga a vida das pessoas ao reduzir os riscos de doenças cardiovasculares.

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